⚠️ Você está no ambiente de testes (staging). Alterações aqui não afetam o site oficial! ⚠️
28 de março de 2016

Vender produtos em sites de grandes varejistas é opção para MPEs

Modelo de marketplace pode ser rentável, desde que empreendedor esteja atento a taxas de entrega e comissões

Ter o seu produto ofertado nos maiores sites de e-commerce do País é uma opção para micro e pequenas empresas (MPEs). Esse modelo, chamado de marketplace, é atrativo porque aumenta as vendas e terceiriza a operação, mas o empreendedor deve agir com cautela, já que a comissão pelo serviço, entre 12% e 16% do valor das vendas, pode tornar o negócio não lucrativo.

O marketplace é um ambiente de varejo on-line onde diversos lojistas oferecem seus produtos em uma única interface para o internauta. Os maiores marketplaces do Brasil veem o crescimento continuo como tendência e os números mostram que essa divisão pode ser uma fonte de renda considerável para esses conglomerados.

A CNova, que atua como marketplace com as bandeiras Extra, Casas Bahia, Ponto Frio e CDiscount, observa mensalmente um crescimento no número de MPEs em sua plataforma.

A meta da CNova é que as vendas pelo marketplace representem futuramente entre 50% a 60% do total nas grandes redes. Hoje, cerca de 15% das vendas realizadas nos grandes varejistas parceiros da CNova são feitas por MPEs. A grande referência a ser seguida é a gigante norte-americana Amazon. Em seu site, 70% dos produtos adquiridos são provenientes de outras lojas que expõem produtos no site.

O diretor de Marketplace da CNova, José Nilson, explica que, quanto mais empresas vendem em um dos sites da companhia – por exemplo, no do Extra -, mais a variedade de produtos passa a ser um diferencial. “Temos drone, piano, motor de barco, enfim… Produtos que não trabalharíamos se fosse para comprar e distribuir. Isso gera mais visitas para o site”, afirma.

Uma das empresas que passaram a fazer parte desse marketplace é a Chinacomp, que vende produtos de informática e telefonia. “No terceiro mês que estávamos nessa plataforma as vendas subiram cerca de 20%”, diz Fabrício Maciel, que administra a loja virtual.

A B2W também observa crescimento nesse segmento. O marketplace da companhia, por meio das marcas Americanas, Submarino e Shoptime, existe desde 2013 e conta com mais de 2 mil parceiros que vendem seus produtos nesses sites de e-commerce.

De acordo com os últimos dados divulgados pela B2W, o terceiro trimestre de 2015 foi de enorme crescimento no marketplace, de 749,8%, em relação ao mesmo período do ano anterior. As vendas provenientes do marketplace no terceiro trimestre do ano passado somaram R$ 269 milhões.

Na B2W, o segmento passou a representar 10,1% do GMV, indicador que mede a venda bruta de mercadorias (próprias e do marketplace) e outras receitas, após devoluções, incluindo impostos.

Fatores a ponderar

Apesar de parecer um negócio vantajoso, há alguns fatores que podem pesar negativamente para as MPEs, como as taxas de entrega e a comissão. “Tem que ver se a categoria que vai trabalhar tem poucos concorrentes. Quanto menos, melhor”, diz Pedro Guasti, fundador da consultoria E-bit e presidente do Conselho de Comércio Eletrônico da FercomercioSP.

Para o especialista, como as taxas de comissão podem ser equivalentes ao lucro obtido nas vendas, é importante atuar em nichos, ou seja, em produtos que as grandes empresas não oferecem. Assim, diz Guasti, é possível trabalhar uma boa margem de lucro, mesmo considerando as comissões.

Como os consumidores muitas vezes nem sabem que estão comprando de uma empresa menor, é fundamental a sincronia entre os parceiros, já que eventuais problemas podem afetar a reputação do marketplace.

“Muitos consumidores reclamam de atraso ou não recebimento e isso prejudica a reputação do marketplace”, diz Guasti. Para ele, num eventual sucesso de vendas as MPEs precisam estar prontas para realizar as entregas no prazo prometido. Em caso contrário, muitas reclamações serão geradas pelos consumidores, prejudicando tanto as MPEs como os sites onde os produtos são vendidos.

Fonte: DCI – Por Raphael Ferreira

Comentários

Deixe um comentário

Icon mail

Mantenha-se atualizado

Cadastre-se e receba nossos informativos